domingo, 12 de agosto de 2012
Hubble, Edwin Powell (1889-1953
Edwin Powell Hubble foi um astrofísico norte-americano que nasceu a 20 de Novembro de 1889, em Marshfield, no Missouri, Estados Unidos da América.
Formou-se em Matemática e Astronomia na Universidade de Chicago, licenciando-se depois em Direito, em Oxford. Esta carreira de jurista viria a durar pouco tempo, pois teve a oportunidade de trabalhar em pesquisas no Observatório de Yerkes. A Primeira Guerra Mundial interrompeu-lhe a actividade profissional, pois teve que cumprir o serviço militar.
Em 1919, no entanto, estava já de regresso à sua paixão, a astronomia, pois nesse mesmo ano integrou a equipa do Observatório de Mount Wilson, no estado de Washington, no seu país natal. Trabalhou também no Observatório de Monte Palomar, o mais célebre e importante dos EUA.
Na sequência das suas investigações, descobre em 1923 uma cefeida (estrela cujo brilho varia segundo um período bem determinado, que oscila entre algumas horas e uma semana). Hubble, em 1924, a partir dessa descoberta, demonstrou a existência de nebulosas extra-galácticas formadas por sistemas estelares independentes. Considerou que muitas nebulosas, aparentes, mais não eram do que galáxias exteriores à nossa. Observando as cefeidas conseguiu calcular a distância entre várias dessas galáxias, do género da Via Láctea.
Em 1929, confirma a teoria da expansão do universo e anuncia que a velocidade entre duas nebulosas é proporcional à distância entre ambas. A relação entre estas grandezas ficou conhecida como constante de Hubble. Quanto mais afastadas estão da Terra, parecem distanciar-se com maior velocidade, facto no qual baseou a sua teoria do universo em expansão, que mais tarde outros astrónomos desenvolveram, como Eddington, de Sitter, Lemaître e outros.
LEI DE HUBBLE
A Lei de Hubble revela que a relação entre
a velocidade (v) com que uma Galáxia se afasta de nós é a distancia (d) em que
ela se encontra.
O SUPORTE OBESERVACIONAL DO MODELO COSMOLÓGICO PADRÃO
Três pilares são demarcados no modelo
cosmológico padrão:
·
O desvio para o vermelho na radiação de fontes extragaláticas;
·
A existencia de uma radiação cósmica de fundo;
·
Proporção dos elementos leves no Universo.
TEORIA DE ALEXANDER FRIEDMANN (1922)
Em 1922 o
meteorologista russo Alexander Friedmann (1888-1925), defendeu que o Universo
teria partido de um ponto de tamanho nulo e ao aumentar o seu raio, dependendo
da densidade de matéria que apresentasse, poderia:
·
Expandir para sempre, embora a taxa de expansão se tornando cada
vez mais lenta (caso sua densidade seja menor que um valor especifico, o qual é
considerado um valor crítico de densidade, nesses modelos);
·
Expandir até um valor máximo, mesmo que levando um tempo
infinito para isso ( densidade igual ao valor crítico);
·
Após um tempo de expansão, voltar a se contrair até retornar ao
raio nulo inicial, oscilando possivelmente, em ciclos de expansão e contração
(densidade maior que o valor crítico).
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